Como eu planejo sozinha as minhas viagens ao exterior

Oi, gente!

Minha coleção (desfalcada – com alguns livros emprestados para as amigas haha)

Minha coleção (desfalcada – com alguns livros emprestados para as amigas haha)

Pra começar,

Vou explicar o título deste post. O nome dele é “como eu planejo sozinha as minhas viagens ao exterior”. Ou seja, não estou dizendo que é o único jeito certo de se fazer, ou que o seu jeito não é tão bom quanto o meu, mas estou apenas afirmando que essa é a maneira que melhor funciona para mim.

Eu sempre acho melhor que a própria pessoa pesquise tudo sobre a viagem. Assim, você não se sente “perdido” quando chega, não demora para entender os detalhes do lugar, não chega sem saber absolutamente nada sobre o que vai fazer, e consegue se virar. Claro que tem quem prefira deixar tudo na mão de algum agente de viagens, mas é mais caro e, na minha opinião, perde-se parte da diversão – que é planejar e esperar por aquilo!

Então vamos lá. Vou colocar aqui o passo a passo que eu faço:

  1. Decidir o destino
    O ponto de partida é a escolha do destino. Para isso, leva-se em consideração a língua falada, a cultura do local, a época do ano mais propícia para ir, a possibilidade de gastos, etc. Se você gosta de aventura, ou de lugares históricos, ou de luxo… Isso é determinante para o tipo de viagem que você vai escolher. Eu gosto de todas as opções! Haha.
  2. Pesquisar sobre o lugar
    Para isso, existem vários meios:
    – Livros de viagem (Folha de São Paulo, Lonely Planet, “guia passo a passo” da PubliFolha)
    – Revistas de viagem (revista Viajar, Viaje Aqui, Viagem e Turismo, Viaje Mais, etc.)
    – Pinterest (fotos dos lugares e dicas)
    – Trip Advisor
    – Youtube (adoro assistir a “time lapses” dos lugares)
    – Instagram (pesquise em “locais” e veja fotos de quem passou por lá; ou siga perfis de viagem)
    – Blogs de viagem
  3. Comece um esboço de roteiro
    Para ter noção de quanto a viagem custa, você precisa primeiro fazer um esboço dos programas que pretende fazer durante a sua permanência. Pegue um caderno (sou fã de papel) e comece a anotar as coisas que pesquisou e gostou: uma lista dos lugares que pretende visitar, restaurantes, museus, tudo dependendo do que se adequa ao seu interesse. Agora é só abrir o Google Maps e ver a distância entre um ponto turístico e outro: como você vai se transportar? Quais são as opções, os valores, as vezes por dia que você precisará utilizar algum meio de transporte. Eu gosto de fazer tudo andando (chego a andar 20km por dia enquanto estou viajando)! É claro que não me canso mais do que o necessário, pego conduções para os pontos mais distantes, e já cheguei a pagar táxi quando queria comodidade no fim do dia, mas por experiência própria: não fique dentro do metrô mais do que você precisa. Você perde coisas da cidade que poderia estar vendo se estivesse na superfície, caminhando com calma pelas ruas e respirando “os ares” locais.
  4. Faça uma planilha de custos
    Agora que você já tem uma lista com tudo o que pretende fazer, com os preços equivalentes a época do ano que pretende viajar (isso muda muito da baixa para a alta temporada), pense em quanto tempo pretende ficar. Às vezes eu decido quanto tempo de viagem dependendo do número de coisas que coloquei na lista, assim não deixaria de ver nada. Entretanto, não é sempre que a realidade nos permite ficar o quanto quisermos. Se você tiver um tempo limitado para a visita, encaixe o que selecionou nos dias que possuir. Infelizmente podemos chegar a cortar uma coisa ou outra, e isso dói no coraçãozinho, mas sou otimista e tento pensar que significará que eu posso voltar numa próxima vez para ver o resto 🙂
    Para ter noção do valor da alimentação, transporte, dentre outros, eu sugiro o site Quanto Custa Viajar. Nele, você procura o seu destino e pode ver quanto custará a sua viagem – lembrando que tudo depende do padrão de viagem que você pretende fazer. É só ir adaptando a lugares baratos que você pesquisou para comer, para se hospedar, e somar tudo no final (se eu consigo, todos de Humanas também conseguem)!
  5. Providenciar a documentação necessária
    Cada país tem as suas exigências. Já viajei para a Europa só precisando de passaporte e nada de visto de entrada; para os Estados Unidos, onde há necessidade de passaporte e visto; e já viajei para o Canadá, que, à época, exigia o visto canadense e também o americano (já que eu faria escala em uma cidade americana).
    Para tirar passaporte, entre no site da Polícia Federal, e siga os requisitos para o pedido de emissão. Depois, pesquise se o seu destino exige visto, e agende a sua ida até a Embaixada ou Consulado do país. Esse processo é demorado e possui um custo, então, não deixe para cima da hora: planeje-se com antecedência.
  6. Pesquisar promoções de passagens aéreas
    Você não vai querer ter que vender um rim para viajar se pode pagar a sua passagem de avião tranquilamente, não é? Para isso, eu sempre visito os sites Passagens Imperdíveis, Skyscanner, Decolar.com, Kayak, Booking, Submarino viagens, ou vou no site de cada companhia aérea vendo qual tem o melhor preço. Alguns deles também possuem aplicativos para celular. (Lembrando que, para quem vai pesquisar pelo pc, é sempre bom colocar na janela anônima antes. Isso porque, quando você navega em janela normal, muitos sites conseguem rastrear as suas pesquisas e aumentam o preço para a sua próxima visita!)
  7. Pesquisar hospedagem
    Cada cantinho nesse mundo possui hotéis maravilhosos ou hostels baratíssimos para você se hospedar, maaas eu sou muito fã do Airbnb. Trata-se de um site destinado a aluguéis de casas, onde você poderá tratar com o anfitrião tudo sobre a sua estadia. É bem mais barato que hotel e (na minha opinião) bem mais seguro que hostel. Lá, você pode escolher se quer um quarto dentro de uma casa habitada (onde você fica o tempo inteiro com a chave do quarto e ninguém entra sem a sua permissão), ou escolher um apartamento inteiro para ficar. Eu prefiro essa segunda opção, pois prezo por privacidade e segurança, já que sou uma mulher que viaja sozinha. Entretanto, o quarto também é bastante confiável, inclusive vou usar na próxima viagem que farei acompanhada! Nesse site, você consegue colocar filtros de pesquisa, como: bairro determinado que gostaria de ficar, Wi-Fi, banheiro individual, quantas camas quer, se quer cozinha, se quer café da manhã, ar condicionado ou aquecimento central, e por aí vai… Ainda pode também selecionar somente anfitriões da categoria “super host”, que receberam esse título através das avaliações perfeitas que seus hóspedes fizeram sobre eles. E não se esqueça de ler os comentários que os hóspedes já fizeram na página do “host”, isso ajuda bastante a escolher o melhor lugar para se chamar de “casa” por alguns dias.  Super recomendo!
  8. Cuide da sua segurança
    Eu respeito o estilo de vida daquelas pessoas que compram a passagem e vão, na cara e na coragem. Sem planejar mais nada, sem saber onde vai dormir, economizando centavos na comida… Só que acho extremamente arriscado. Nunca se sabe o que pode acontecer, e não acho que devemos brincar com a nossa saúde e segurança. Econimizar tanto na comida a ponto de poder ficar doente na sua viagem? Sempre devemos pesar as consequências das nossas decisões. Eu sempre achava que nada aconteceria comigo, até que aconteceu. Como quando fraturei meu pé enquanto estava no Canadá. (Peço desculpas desde já pelo uso do termo, o médico explicou tudo em inglês e eu não sei a nomenclatura nem em português, então não sei se está certo! Kkkkk) Precisei pegar táxis de um hospital para outro, utilizar meu celular habilitado para ligações internacionais para me comunicar com o plano de saúde que contratei antes de sair do Brasil, pagar adiantado por uma consulta médica, pagar por um exame de raio-X (isso tudo o plano só ressarcia depois), comprar remédios e uma bota ortopédica… A questão é que: se eu não tivesse reservado uma quantia em dinheiro para emergências, habilitado o celular para uso internacional,  nem contratado um seguro de viagens, seria muito mais difícil do que já foi para mim. Sendo que a média de valor de um plano desses é de R$200,00 para cada semana de viagem. Vale a segurança! Inclusive, você precisa apresentar o plano de saúde para entrar em alguns países (era o caso do Canadá). Portanto, se previna sempre, deixando também com a sua família o endereço onde vai ficar, telefone e dados do lugar/pessoa que te hospedará… Assim, se algo der errado, será mais fácil que alguém consiga entrar em contato com você.
  9. Aprenda palavras básicas da língua estrangeira
    Há quem ache isso besteira, mas para mim, é fundamental. Demonstra que você teve interesse nas pessoas que conheceria lá, e na língua que elas falam. Quando eu marquei a minha viagem para Paris, eu não sabia uma palavra de francês. Então entrei num intensivo da Aliança Francesa 7 meses antes de viajar, e “voilà”! Cheguei lá me comunicando inteiramente em francês, sem pedir nem uma ajudazinha em inglês… E os franceses, que todo mundo diz serem super antipáticos e nada altruístas com os visitantes, foram completamente amigáveis comigo. Um agradozinho e eles se abriram! Além disso, saber palavras da língua estrangeira pode te ajudar em várias situações: na hora de pedir um prato no restaurante, de pegar o vôo, de pedir direções na rua, de relatar um problema, e por aí vai…
  10. Organize a sua mala
    Não queira levar o guarda-roupa todo na sua viagem, isso pode te atrapalhar. Eu sempre sei quais roupas levar de acordo com o meu roteiro. Para cada dia e tipo de passeio que planejei, penso em uma roupa para levar, com sapato combinando, etc. E levo algo a mais para se estiver mais frio ou mais quente no dia… Bem prático!

    Por fim, gente, a dica principal é planejar! Nem sempre conseguiremos seguir fielmente o roteiro que fizemos, mas será algo em que poderemos nos basear para que a nossa viagem tão esperada corra toda certinha! E agora, boa sorte com os planos!

Beijo da Bel.

Isabel Costa

O (eu) implícito do "venho por meio deste".

8 Comments

  1. Adoreeeeei essas dicas!! Só queria saber com quanta antecedência você começa a preparar e planejar as suas viajens. Por exemplo, lá em cima vc foi pra Paris com 7 meses de planejamento? Um Ano? Vc trabalha e vai nas férias?
    Grande beijo!!

    • Natasha, isso depende bastante de quanto tempo eu tenho entre uma viagem e outra. Vou te confessar que eu volto de uma já pensando na próxima! Ano passado por exemplo, fui para Santiago do Chile em Abril e para Las Vegas em Maio. Aí tive apenas 2 meses de antecedência para planejar as duas ao mesmo tempo. Paris foi mais esperado, então fiquei quase 1 ano vendo tudo! Quanto mais tempo, melhor dá para se dedicar com calma às pesquisas. E sim, eu trabalhava e ia nas férias ou aproveitava feriadões para emendar. Beijo!!

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