Buenos Aires, Argentina: planejando a sua viagem

¡Hola!

¿Qué tal?

Acabei de voltar de Buenos Aires, na Argentina (tá acompanhando as fotos no Insta?), e já estou pronta pra passar as informações pra vocês, aproveitando que elas ainda estão bem fresquinhas. Nesse primeiro post, vou explicar umas questões práticas de planejamento de viagem que podem ajudar aqueles que também querem ir a BsAs.

  1. Passagens:
    É aí que tudo realmente começa, né? Se não for alta temporada, você consegue encontrar a ida e volta de avião por R$600 a R$900, comprando com uma antecedência, claro. Já se for feriado, o preço pode variar de R$1.300,00 a R$3.000,00, lembrando que quanto antes procurar, mais barato sai. Pra acompanhar promoções, eu indico o site e perfil do Insta do Passagens Imperdíveis.
  2. Seguro Viagem:
    Depois de já comprada a sua ida para o Distrito Federal da Argentina, contrate. um. seguro. saúde. É sério. Quem me acompanha nos stories do Instagram viu que já é a segunda vez que eu torço seriamente o meu pé direito simplesmente andando na rua.
    “Ah mas isso não vai acontecer comigo”. Gente. Claro que todo mundo espera que só coisas boas aconteçam, e eu não estou falando que porque aconteceu comigo, vai acontecer com todos. Mas você acha que vale o risco de encarar um problema desses sem nenhuma ajudinha durante uma viagem? Sempre contrate um seguro de saúde.
  3. Documentação:
    Muita gente já veio me perguntar sobre isso, hein. Ao visitar a Argentina, ou qualquer outro país do MERCOSUL, você não precisa estar portando o seu passaporte. Basta apresentar-se com o RG em bom estado de conservação. Atenção: CNH e carteiras profissionais não são aceitas para esse fim!
    Obs: O prazo para estadia de brasileiros que viajam a turismo para a Argentina é de até 90 dias.
  4. Dinheiro:
    Na hora de trocar o seu dinheiro, faça uma pesquisa nas casas de câmbio confiáveis e fique acompanhando online se a moeda está valorizando ou desvalorizando. Cheguei a ver o peso argentino a 0,20 centavos de reais, mas acabou aumentando e consegui a cotação de 0,22 centavos. Dessa forma, o real vale de 4 a 5 vezes o valor do peso argentino.
    Além disso, muitos estabelecimentos na capital aceitam dólares americanos e até reais. Eu não aconselho chegar lá sem ter trocado dinheiro nenhum, mas se você estiver disposto a enfrentar a fila enorme do câmbio do aeroporto de EZE, o câmbio deles é sempre muito bom.
    Para uma semana, com tudo pago (hotel e tours), eu achei que 11.000 pesos foram suficientes para os passeios (alguns pagos), táxis/Ubers, alimentação e compras. São aproximadamente 1.600 pesos por dia. Mas, por precaução, levei R$300 a mais, para se precisasse usar ou trocar por pesos (isso porque dessa vez não habilitei cartão internacional para utilizar na viagem).
    Obs: eu sei que é complicado checar nota por nota, ainda mais quando você nunca teve contato e não conhece a moeda. Mas eu troquei em casa de câmbio conhecida no Morumbi Shopping (um dos melhores aqui de SP), e mesmo assim, recebi nota FALSA. Quando me mostraram, vi que a imitação estava grotesca mesmo. Então além de contar o dinheiro na hora que receber, também verifique cada notinha pra ver se está nos conformes. Recebi a informação de que há casas de câmbio que trocam seu dinheiro e as notas novas vem com um selo deles, para que, se for falsa, você consiga voltar lá e cobrar o dinheiro de volta em dobro!
    Obs: As notas são muito altas e demora um pouquinho pra acostumar com os preços. Às vezes eles falam “3 e 90” querendo dizer “390” pesos, e não “3,90” pesos. Sempre separe as notas do valor menor para o maior, organizadinhas, para ficar mais fácil identificá-las na hora de pagar as contas. Nunca ande com o dinheiro enrolado em um bolo, tem mais risco de acabar perdendo tudo de uma vez ou de ser furtado e ficar sem nada.
  5. Cartão de crédito:
    Apesar de não ter habilitado dessa vez, vi minhas colegas que fiz na viagem usarem os delas. Mesmo tendo chip e não precisando mais de assinatura há séculos, ao utilizar a “tarjeta de crédito” lá, você precisa colocar a sua senha e assinar um recibo também. Praticamente todos os restaurantes aceitam, mas nem todas as lojinhas menores de lembranças típicas.
  6. Transporte:
    Já falando sobre Uber, apesar de não ser legalizado na Argentina e trabalharem na irregularidade (assim como no Brasil), eu fiquei bem satisfeita com o serviço. Você vai usar no mesmo app que no Brasil, se já tiver baixado. É bem mais barato que táxi, e mais confiável também. Os taxistas argentinos tentam muitas vezes engabelar os turistas e dão notas falsas de troco. No meu caso, recebi troco a menos, mas contei na hora e reclamei.
    Se você não contratou traslado com o hotel, chegando ao aero você consegue acesso ao Wi-Fi livre e pedir um Uber. Se não, há taxistas que ficam por lá mesmo. Eu, que cheguei a noite e esqueci da possibilidade de pegar um Uber, peguei um táxi todo ferrado e sujo que estava por lá. E o taxista não fazia no taxímetro aquela hora, só preço fixo de bandeira 2! Na volta, fui com o traslado do hotel, que deu quase a mesma coisa (600 pesos para o Centro), mas fui no conforto e em segurança.
    Quanto ao trem e metrô, não recomendo. Lotados, sujos, barulhentos… Eu vi que tinha opção de comprar um cartão Subte (transporte subterrâneo) e recarregar em kioskos ou nas estações mesmo, que pode ser usado nos ônibus (até os intermunicipais) também e pedágios, mas eu não quis utilizar o serviço. Os ônibus ficam lotados nos horários de rush. Achei bem melhor sair do hotel e voltar para o hotel de Uber, e de um lugar para outro, eu caminhava (se não fosse muito longe).
  7. Caminhada: 
    Buenos Aires é ótima para andar a pé. O Centro todinho pode ser conhecido dessa forma, num passeio de dia inteiro. Nesse dia do meu roteiro, eu andei 16.6 km. E nos dias que eu comprei tours pelas manhãs, eu andava em média de 9 a 13 km. Eu acompanho isso pelo app Saúde, que já vem no iPhone.
    Quando eu passeei por Palermo, o maior bairro da cidade, que chega até a ser divido em partes, eu andei pelos bosques e jardins, e depois segui conhecendo as ruas até chegar a Palermo Soho, onde ficam as lojas e restaurantes. Esse caminho entre uma parte e outra foi de 2.2km, feitos rapidinho pelas belas ruazinhas.
  8. Bike: 
    A cidade tem vários pontos do serviço 24 horas da Prefeitura de bicicletas chamado Ecobici. Para começar a usar, basta se cadastrar, é completamente gratuito (sendo cidadão argentino ou até mesmo turista).
  9. Internet:
    Dessa vez, eu decidi não comprar chip de internet, porque a viagem ia ser bem mais curtinha comparada às últimas que eu fiz, e também porque em Buenos Aires é fácil conseguir Wi-Fi nos restaurantes e cafés. Eu tinha Wi-Fi no hotel de manhã cedo e tardinha da noite, e durante o dia, sempre achava uma paradinha com a rede compartilhada. O legal é baixar o app BA WIFI antes, oferecido pela própria Prefeitura (grátis), que indica o ponto mais próximo com Wi-Fi disponível!
    Mas, se você quiser gastar mais e pagar por internet, eu sempre uso a Easy Sim 4 U nas minhas viagens, ou compro um chip com internet local quando chego, pago por dia de uso.
  10. Mapa:
    Já que fiquei sem internet ilimitada e 24 horas dessa vez, lancei mão de um recurso que poucas pessoas conhecem: no app do Google Maps, você pode fazer download da área da cidade para a qual vai viajar antes de ir, para, quando estiver sem internet durante os passeios, conseguir acessar em mapas offline. Ele identifica o seu destino e o local de partida, mas não traça o trajeto. Mesmo assim, é fácil. Basta você prestar atenção na direção da bolinha (ela aponta para onde você está seguindo) e ir pelas ruas que aparecem no mapa até o ponto que deseja.
  11. Clima:
    Calor mesmo, o dia inteiro, você só vai sentir no verão portenho. Se você viaja na primavera ou outono, os dias costumam ser frios (14 a 20 graus). De vez em quando vai chover e nublar, de vez em quando vai abrir um sol forte pela hora do almoço e você vai retirando os casacos. No inverno, as chuvas são escassas e a temperatura pode chegar a 0ºC. Uma dica importante: sempre checar o clima tempo do lugar de destino quando estiver planejando uma viagem! Para fazer a mala com o tipo de roupa que você vai precisar e para planejar os dias dos passeios (por exemplo, se estiver chovendo, você pode colocar museus para o dia, ao invés de passeio ao ar livre, que depende do bom tempo).
  12. Segurança:
    De modo geral, a segurança na capital da Argentina é boa. Como em qualquer outro lugar turístico, apenas temos que tomar cuidado com furtos. Dá pra ver na foto que as doleiras são vendidas na farmácia com a propaganda “anti roubo”? Há regiões da cidade que, muito cedo de manhã, quando está vazio, ou à noite, você deve prestar mais atenção para não se expor mais do que o necessário com celular, dinheiro e bens caros. Aos domingos e feriados os pontos turísticos ficam mais vazios e algumas lojas e estabelecimentos fecham também, por exemplo. Eu estava lá no Dia das Mães e peguei umas ruas completamente desertas, mas com o devido cuidado, dá tudo certo.

Dúvidas sanadas? Se você tiver mais alguma que eu não abordei aqui, pode fazer a pergunta aqui nos comentários que, sabendo, eu respondo na hora. 🙂

Agora, vamos as dicas de passeios por Buenos Aires? No próximo post, pra já!

Ficou com vontade de conhecer a capital argentina? Você pode entrar em contato com a agência de viagens MULTI TURISMO e fazer o orçamento da sua viagem!

Isabel Costa

O (eu) implícito do "venho por meio deste".

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